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#Diocese  Por: Assessoria de Comunicação, 06/11/2019 - 11:16:53 - Atualizada em: 06/11/2019 - 11:16:53
Quinto Manifesto Unidos pelo Rio Doce relembra tragédia e cobra soluções

A Diocese de Colatina comprometida com a “Casa Comum” e com os atingidos pelo desastre anunciado do rompimento da barragem pertencente a mineradora Samarco, localizada no município mineiro de Mariana, ocorrido em 2015, que devastou povoados e o Rio Doce e seus afluentes, realiza anualmente o Manifesto Unidos pelo Rio Doce. O manifesto tem por objetivo manter viva a memória da tragédia, os crimes cometidos e cobrar das autoridades e responsáveis a reparação devida aos atingidos, para que o ocorrido não caia no esquecimento.

No último domingo (03/11) o bispo diocesano, dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, presidiu na Catedral do Sagrado Coração de Jesus em Colatina, a Santa Missa a qual, antes da bênção final, foi lido o Quinto Manifesto. Confira o texto na íntegra:

5º MANIFESTO UNIDOS PELO RIO DOCE
Por amor ao povo, por amor à vida!

Há quatro anos, um dos rios mais importantes da bacia hidrográfica brasileira sofreu um duro golpe movido pela ação humana. Aquele dia 5 de novembro de 2015 entrou tragicamente para a história no momento em que a barragem de Fundão, que continha rejeitos de minério, se rompeu destruindo, de imediato, o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG), onde se localizava. A lama tóxica atingiu o leito do Rio Doce por onde escoou até a sua foz, a 826 quilômetros do local da tragédia, no estado do Espírito Santo. Um percurso de morte: fauna e flora completamente destruídas, 19 mortos, uma pessoa desaparecida, milhares sem água. Casas sumiram do mapa, assim como a história de inúmeras famílias que dependiam do rio para tirar o seu honesto sustento, como ribeirinhos, pescadores e pequenos agricultores.

Hoje, os danos sociais e ambientais causados continuam imensuráveis. E os culpados seguem impunes. Por isso, nossa luta continua. Neste 5º Manifesto Unidos pelo Rio Doce, destacamos três pontos importantes para a reflexão e o apoio da sociedade:

  1. Não há uma postura favorável dos responsáveis com relação à reconstrução dos modos de vida e às indenizações para as famílias afetadas. As empresas Vale e BHP Billiton, responsáveis pela barragem, além do governo brasileiro, têm demonstrado, em todo esse tempo, que, sem pressão social e denúncias às violações de direitos, a população atingida não garantirá a justa reparação daquilo que lhe é devido, além de sua cultura e modos de vida.
  2. A organização desse povo excluído, que resiste às injustiças, é o que traz esperança e força na luta por direitos. Os princípios de solidariedade, fraternidade e amor ao próximo orientam movimentos sociais na organização coletiva do povo, a fim de que as famílias tenham acesso à informação confiável sobre seus direitos, organizem-se para a construção de demandas e ações, fortaleçam suas relações comunitárias e se tornem lideranças na busca por justiça social.
  3. É urgente que a população atingida seja protagonista na reconstrução de sua vida. E isso é conquistado por meio do debate aberto; da busca pelo direito à assessoria técnica para determinar os impactos socioambientais e propor medidas de reconstrução do meio ambiente; e do cuidado com a saúde de quem tomou contato com os rejeitos de mineração.

Diante dessa realidade ainda turva, seguimos cobrando justiça! Esperamos da empresa responsável soluções concretas e eficazes para solucionar os diversos problemas enfrentados pela população atingida. Das autoridades constituídas, cobramos providências legais cabíveis, a fim de que a justiça seja feita. Não podemos desanimar! Não podemos aceitar!

SÃO 4 ANOS DE IMPUNIDADE. MAS, NÓS NÃO ESQUECEMOS!
Diocese de Colatina (ES)
2019

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